
Ó, meu pai
Tira de mim essa candura
Nem precisa tirar tudo, aliás:
Some só com esse can
Troque aí por cã
Cadela
Quero ser dura
Cã dura
Cadela difícil
Tem mais graça, meu pai.
Deixa, ao invés, eu ser coisa que queima
(queimadura)
Ser coisa que ata
(atadura)
Coisa que morde
(mordedura)
E, por favor, coisa que per
(perdura)
Não me largue sozinha
No meio dessa ternura
Jura
Com a mão no peito.
É que eu ando mal
Ando muito enjoadinha
Desse defeito
De fábrica.
Enjoada, nada
Ando puta.
Chega de açúcar
Quero páprica
Vermelha
É muito mel, meu pai, muito mel
Quero a picada da abelha.
12 comentários:
A abelha, por trás do mel, esconde tanta coisa. Lindo texto, Mi! :)
Recíproca, de fato, é uma palavra engraçada! Hahaha!
Beijo, doce.
pìo bello, e anche tu...
rsrsrs, nem sei se ta certo, mas blz!!!
;P
lindo poema moça!
bjos
é forte, tava quase acostumada a coisas bonitas e singelas por aqui.
mas ai você como é boa escritora, e escreve de todo jeito e sempre agrada né...
adoro aqui1
;*
Um belo escrito. Aliás, tão bom como os outros. Parabéns, Milena!
beijos,
Alessandra
Ah gostei..
Gostei e vou voltar... ;)
bjs
você imagina alguma melodia quando escreve?
:)
muito bom.
porque ninguém é tão doce sempre :)
sempre vou dizer que aqui é lindo
Li quase nada, mas vi quase tudo. Ainda vou te ler toda... e sei que terei gratas surpresas...
Estive aqui lendo vc, gostei de encontrar a sua poesia.
Cláudia Sabadini
ps: qdo puder
www.recantodasletras.com.br/autores/claudiasabadini
“Quero picada de abelha que vem da telha
da fresta de uma casa sem festa. O que me resta?
Bater a cara no muro, machucar a testa, enquanto o piano espera:
a pianista, a poetisa, a maestra...”
Ieu merma qui iscrivinhei iço.. Bunitu!!! kkkk
A picada tah d bom tamanho, pq tm gnte q mastiga zangão!!!
hahah
Li umas coisas aqui; c me lembrou um meu amigo poeta. Poetão, poetíssimo.
E eh chamado o "poeta-pedrada", vja soh...
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