
Não, foram quatro em fila reta assim
Porque queria (e achava ideia astuta)
Um tuim, anum, pardal e um chapim
É claro que a empreitada foi em vão
O canto provocando do passaredo
Não foi, compositor, má intenção
Foi só pra terminar o meu soneto
Mas foi-se o bem-te-vi, que não mais vi
Ligeiros juriti e o trigueiro
Voaram o sanhaço e a viúva
Até quem enfim, vencida, eu percebi:
Não posso por palavras num poleiro
E desisti de vez de ser Neruda
----------------------------------------------------------------------
(soneto frustrado sobre minha incapacidade de fazer sonetos, rs)
11 comentários:
E as palavras voam, minha cara!!! Mesmo que aprisionadas... E elas estão dentro de ti, em sua vontade de fazer soneto rsrsrs
Arapuca não é lugar de passarinho,
Soneto não é lugar de palavras.
Fez bem em deixar aberta a porta de ambos.
abraço.
Também sou um incapaz nessa arte... Mas há muitas formas de soltar as palavras e encantar os leitores...
tudo bem, não sei diferenciar sonetos das outras coisas. só sei que é bonito.
Não necessariamente sonetos são gaiolas... pode-se pensá-los como um traje de gala, o qual só se veste em dia de festa mesmo. E pra vestir um desse é necessário preparar-se o dia todo... Com os sonetos dá-se de modo análogo.
Mas ficou lindo o seu soneto, parabéns MAIS UMA VEZ. (:
posso invadir e falar que eu gostei muito do jeito que você usa as palavras? ta, posso! aeiuheaihiua
parabéns moça! voltarei sempre aqui para ler :)
beeijo =*
muito bom, sabia que ia gostar quando me contou a historia amore...
ficou muito bom!
bjos
p.s. perdão mil vezes pela errata!!!, mas já acertei o nome!
:$
mi,só vou conseguir elogiar se eu falar um palavrão daqueles!
mas você me entende.
Bonito texto, uma escritora potiguar chamada Zila Mamede gostava muito de escrever sobre natureza de uma forma geral.
Recomendo, é muito bom.
"Não posso por palavras num poleiro...". Belo e original jeito de dizer-se incapaz de fazer poesia. O que não é o seu caso.
Marcelo Grillo
Postar um comentário