quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ao Léu




aquilo ali, meu bem
nuvem de chuva não é:
é gelo flutuando a uns nove mil metros.
cirro é que vem frente fria
logo-loguinho despendurar lençóis.

na boca dele todas as nuvens têm nome
ele sabe dos dias, dos sóis
até depois de amanhã.
capaz enxergar transparências se desprendendo do chão.

tenta me ensinar tudo.

sorrio minhas ignorâncias, satisfeitíssima:
vejo muito licor de anis derramado
vejo muitos fios de açúcar
chumaços de algodão pra tratar machucado
qualquerzinho, meu ou dele.


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6 comentários:

Daniel. disse...

tinha tempo que não vinha em seu blog, mi, e dia desses tava pensando no seu catar-se para dar de presente.

Ludmila Clio disse...

Quanta leveza, quanta doçura!! Enquanto eu carrego na intensidade (conforme você observou!), você jorra bálsamo na alma da gente!! Ai que delícia ler você!!
Bjosss!!!

Léo Fardim disse...

Como já diria nosso grande “amigo” www.letrasumidas.blogspot.com “E se eu ainda fosse, somente teu jardineiro, não hesitaria em fazer das rosas, instrumento portador de meu amor por ti.”
Ainda temos muito que aprender, mas ao seu lado será fácil! Te amo.

Rose Tunala disse...

Olá,

Parabéns pelo livro. Desejo a você muito sucesso.

Um abraço

Caetano disse...

viva o amor. nada mais.

casal bonito.

beijos, pajonita.

Ronni disse...

Eu diria: diferente!
É o primeiro adjetivo que pensei quando li o poema.
PS.: Mandei um e-mail pra vc!