Amor
veio da palavra vento
através de um longo processo
etimológico
de derivações
aglutinações
justaposições
interlocuções
e segundas intenções.
Deu-se assim, bem lento:
Vento
Senteovento
Sentimento
Senteador
Sentidor
Hácalor
Ventilador
Acalento
Ardendo
Dentro
Rebento
Redentor
Ventorrede
Ventoflor
Hásede
Hámor.
Foi-se agá mudo
acento
pudor.
(hoje amor e vento
os dois levantam saia
da menina que se cora
vermelho bordô)
2 comentários:
não tinha lido esse não.
que coisa perfeita!
GENTEEE!
você é uma ótima escritora, escreve livroooooo milena!
;*
Vvvvvuuummmmm...
Tá ventando e eu na gandaia!
Mudou de cor a menina que o vento levantou a saia.
Os moleques lá de baixo tão gritando:
- Tomara que caia!
Eu? Continuo na gandaia!
Vvvvvuuummmmm...
E venta, venta, venta e derrete, derrete, derrete o meu picolé mini-saia!
Cadê os moleques lá de baixo?
Tão procurando por outros ventos...
Tão seguindo o conselho do velho rabujento:
- Vão procurar alguém de sua laia!
Vvvvvuuummmmm...
E o vento passou, a gandaia acabou, a menina se encabulou e o velho sentiu dor!
E eu? Fui pra casa me contentar com o Vvvvvuuummmmm... do antigo ventilador.
É isso aí Milena, acho que podemos lançar um livro com o título "Intertextualidade".
Os ventos me sopraram que talvez isso dê certo... rssrsrsrs
Bjs
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